Actualmente a procura de peixe tem aumentado cada vez mais. Cá na região o peixe de maior consumo é a espada preta, que é consumida o ano inteiro...mesmo na época de desova...altura em que muitas novas espadas pretas são mortas para consumo humano... A Leonel Nunes (CDU) defende que «De Outubro a princípios de Janeiro deveria de haver uma retracção na captura do peixe espada-preto. É nesta altura que mais ovas de espada se encontra aí no comércio regional, mas esquecemos que estamos a destruir milhões de espadas. Ou tomamos medidas ou então amanhã vamos acusar a natureza de ser a culpada do desaparecimento do peixe espada-preto» (in: J.M., a 9 de Dezembro de 2007).
Já começavam a ter alguma consciência do que poderia acontecer! Porém...
...o total de peixe espada-preto descarregado ao longo de 2007 atingiu 2.921 toneladas. Tal significa uma melhoria quando comparada com os últimos anos. Por exemplo, em 2006 o total de peixe espada-preto capturado tinha sido de 2.717 toneladas. Deste modo, as 2.921 toneladas capturadas ao longo do ano transacto
representam 41 por cento de todo o pescado descarregado na R.A.M.. (in: J.M., a 27 de Junho 2008). Se continuar assim...quem sabe o que acontecerá!
O J.M. (16/10/07) cita que: "Há quem se lembre que o total de peixe espada preto descarregado chegou às 4 mil toneladas e, neste momento, estamos falar de 2.700 toneladas." Ainda se pode ler no J.M. que o director regional de Pescas referiu que no âmbito do acordo 38 embarcações portuguesas, das quais 28 madeirenses e 10 açorianas, vão poder exercer a actividade piscatória em águas do Arquipélago das Canárias, sendo que das embarcações da Região, 10 são atuneiros e 18 para pesca do peixe espada-preto. Que será que anda acontecendo ao nosso peixe, para começarem a procurar em outros lados...
Permitam-se a uma pequena reflexão... Não há muito tempo, no telejornal alguns pescadores queixavam-se que estava difícil pescar espada preta como antes...
porém não podiam parar de pescar pois é o seu sustento! Exigiram então que o governo arranjasse um subsidio!!! Acho que deveriam reflectir melhor, pois caso pesquem tudo agora, depois não terão nada para pescar e aí é que não ganham nada! Portanto deveriam ser eles com toda a nossa ajuda a desenvolver estratégias para resolver esta situação!Uma vez vi um programa na t.v. sobre uns pescadores japoneses, em que estava a acontecer igual a eles, e inicialmente achavam que também seria responsabilidade do estado...mas depois viram que eles conseguiam resolver a situação por si sós, deixando de pescar na altura da reprodução e desova! Verificaram ainda que após algum tempo, estavam a conseguir pescar mais que anteriormente!
Por isso peço-vos tenham mais atenção quando forem ao mercado/supermercado e quiserem comprar peixe!
mvs




É só para dizer que considero que as actividades mais sustentáveis devem ser valorizadas e promovidas. E neste caso, a forma como os pescadores portugueses pescam esta espécie é única na Europa. Enquanto todos usam arrasto, nós usamos o palangre, o anzol ou aparelho que é considerada a arte de pesca mais sustentável que há.
ResponderEliminarPara além disso, e pegando no exemplo de Sesimbra, existe uma Organizaçao de Produtores que tem tido muito sucesso porque consegue pagar aos pescadores o mesmo todos os dias (sem as flutuações que o mercado livre permite) e quando acham que está a ser pescado demasiado peixe e não lhes interessa inundar o mercado e assim baixar o preço, mandam mesmo parar as embarcações - parece-me um bom exemplo de sustentabilidade social, económica e ambiental!
E só mais uma achega, a pescaria de sesimbra está a tratar da certificação, aqui fica o convite: http://pongpesca.wordpress.com/2009/11/05/sessao-certificacao-da-pescaria-de-peixe-espada-preto-em-sesimbra/
Se tiverem alguma dúvida, podem contactar a PONG-Pesca.
Rita